CASTELO ONDE TE SONHO POESIA

CASTELO ONDE TE SONHO POESIA

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A Via Láctea e o Amor





Minha Estrêla-Meu Amor!


Quando te vi, sonhei -, voei nas estrelas e planetas
Senti o vento solar, quente amoroso em partículas
Do sol nesta viagem, da corona, vivas e luminosas
Vi brilhar no teu olhar, electrões ligando as vidas.


Sentei-me..no planeta Vénus, só para te ver passar
Movimentos planetários, anelante nevoeiro estelar
Num corrupio de desejos, senti universos a dançar
Cantei versos ao luar,- feliz, sob a luz do teu olhar.


No firmamento não és estrêla anã - és linda binária
No centro de atração mútua, viajamos nesta órbita
Onde o amor é comum, vivificante, e com memória
Elegante, no colo linda joia,- fulgurante na história.


Não sei se foi ontem, percorri na Via Láctea o futuro
Caminho de leite no deleite de ser teu , em Sagitário
Constelação central, onde amor acontece, completo
No abraço impetuoso, libidinoso e lábaro - melífluo.


Viajantes sem fronteiras, na infinitude que acontece
Deus de amor, com amor, o planeta azul nos oferece
O mais sublime:O casamento dos amantes não fenece
Acontece, renova-se, eleva-se, vivifica-se -
prevalece.
PjCondePaulino

19 comentários:

Luisa disse...

Entrei esbaforida, que vinha a correr e agora parei só para te ler.

Magia poética de alma gentil com as tuas letras pões-me o coração a mil!

Amigooooooooooo que +e feito de ti que não temos palrado andica?

Um xi muita grande

Su Comadre

luisa

Paula Raposo disse...

Um intenso poema de amor...digo eu! Beijos.

just me, an ordinary girl disse...

Que Bonito!!!

Gostei muito.
É por "isto" que eu gosto tanto da net...

um beijo e um dia bommmmm

fatima

Paula disse...

Po aqui sempre o amor, esse sentimento especial e único...
Beijos

poveirinha disse...

vim aqui por acaso, gostei, voltarei!

:)

Beijo

marilu disse...

A vida não é medida pelo número de vezes que respiramos, mas pelos momentos que nos tiram a respiração ....
um lindo dia...
jinho

Pjsoueu disse...

Luisa...

Querida "Cumadri"...poque vem nessa correria? - Capaz de partir o salto do sapatinho...lol

beijinho, com muita poesia:)

Do cumpadri, Pj

Pjsoueu disse...

Paula Raposo...

Há coisa melhor que o amor, vivido com intensidade em todas as vertentes da vida:)=?

Obrigado!

Beijos

Pj

Pjsoueu disse...

Fatima...

Tb agradeço a declaração de satisfação:) fico satisfeito pla presença tão amiga...

Bjos
Pj

Pjsoueu disse...

Paula...

Querida amiga,e mamã: parabens pels 16 anos do filhote....

beijinhos

Pj

Pjsoueu disse...

poveirinha...

Fico contente, porque gostou e pla vontade de voltar:)

Beijos

Pj

Pjsoueu disse...

marilu...

Bonito pensamento...

Bjos
Pj

sonho disse...

Viajantes sem fronteiras, na infinitude que acontece o amor...
Beijo de um anjo

Sandra Botelho disse...

caminhando entre os blogs, parei por aqui e agora se faz dificil sair. Que lindo seu poema. Amei. Bjos no coração!

Carmo disse...

Pj que te dizer, meu amigo.
Venho ao teu blogue para arranjar forças e alimentar minha alma.

Obrigada

Da Alentejana de Baleizão

Beijos

carmo

Pjsoueu disse...

Sonho...

Obrigado..Um beijo

Pj

Pjsoueu disse...

Sandra Botelho...

Obrigado pla visita volte sempre e fique o tempo que quizer:)

Bjos

Pj

Pjsoueu disse...

Carmo...

Quando a amizade cresce, qual flor do jardim da amizade pura, o alimento da alma se envaidece de ternura...

Beijos, amiga alentejana:)
Pj

marilu disse...

ÚLTIMA FOLHA



Musa, desce do alto da montanha

Onde aspiraste o aroma da poesia,

E deixa ao eco dos sagrados ermos

A última harmonia.



Dos teus cabelos de ouro, que beijavam

Na amena tarde as virações perdidas,

Deixa cair ao chão as alvas rosas

E as alvas margaridas.



Vês? Não é noite, não, este ar sombrio

Que nos esconde o céu. Inda no poente

Não quebra os raios pálidos e frios

O sol resplandecente.



Vês? Lá ao fundo o vale árido e seco

Abre-se, como um leito mortuário;

Espera-te o silêncio da planície,

Como um frio sudário.



Desce. Virá um dia em que mais bela,

Mais alegre, mais cheia de harmonias,

Voltes a procurar a voz cadente

Dos teus primeiros dias.



Então coroarás a ingênua fronte

Das flores da manhã, — e ao monte agreste,

Como a noiva fantástica dos ermos,

Irás, musa celeste!



Então, nas horas solenes

Em que o místico himeneu

Une em abraço divino

Verde a terra, azul o céu;



Quando, já finda a tormenta

Que a natureza enlutou,

Bafeja a brisa suave

Cedros que o vento abalou;



E o rio, a árvore e o campo,

A areia, a face do mar,

Parecem, como um concerto,

Palpitar, sorrir, orar;



Então sim, alma de poeta,

Nos teus sonhos cantarás

A glória da natureza

A ventura, o amor e a paz!



Ah! mas então será mais alto ainda;

Lá onde a alma do vate

Possa escutar os anjos,

E onde não chegue o vão rumor dos homens;



Lá onde, abrindo as asas ambiciosas,

Possa adejar no espaço luminoso,

Viver de luz mais viva e de ar mais puro,

Fartar-se do infinito!



Musa, desce do alto da montanha

Onde aspiraste o aroma da poesia,

E deixa ao eco dos sagrados ermos

A última harmonia.