CASTELO ONDE TE SONHO POESIA

CASTELO ONDE TE SONHO POESIA

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Viajamos de mãos dadas através de musica: https://www.youtube.com/watch?v=CcsUYu0PVxY

 O LIVRINHO BRANCO, por PjConde-Paulino

 
Ao longo da estrada, o carro deslizava suave: como se as rodas não tocassem o pavimento. A paisagem entrava-lhes pelo olhar, linda e profunda. Uma tela calma e infinita. Um livro aberto, com muitas folhas pintadas de gente, com muitas cores e histórias sem fim.

O som da musica romântica envolvia o espaço feito de bem-estar. Ela olhou para ele com ternura:
- Sabes que amo estar assim contigo? Sabes que te amo? - A voz dela, com tremura, acariciou os ouvidos masculinos. Ele sentiu tremores no peito. Tremores de amor pleno.
- Sei, mas amo ouvir a tua voz com caricias sonoras a entrarem dentro de mim.- Ela, quieta, sentada ao seu lado, sorriu. Ficou em silêncio com o olhar na paisagem, enquanto desciam por essas planícies rumo ao sul. O Sol sorria quente; entrava através do vidro, enquanto as mãos dos amantes se entrelaçavam sobre o joelho feminino, na perfeição da perna esquerda.

Ele diria que ela sempre existiu dentro dele. Ela não tem memória da vida sem ele:
- Olha aquele monte branco de pé azul - Alentejo. Gosto tanto da minha região. É linda, não é?
- É, é linda.. És tão apaixonado por esta paisagem. Quase que sinto ciúmes desse amor incondicional pelo Alentejo
. - Ele deu uma gargalhada:
- Não sintas. O Alentejo é mais bonito porque existes. Sem ti eu não seria eu. Não era o que sou. Tu és Além destas fronteiras. Tu és o meu país. Vivo em ti, dentro de ti, à tua volta. A fronteira sou eu através do abraço que te envolve.

 
Ela tirou do porta-luvas uma carteirinha colorida, abriu calmamente o fecho. Lá dentro estava calma: a alma: um livrinho branco. Ele olhou pelo canto do olho enquanto conduzia o seu amigo bólide, companheiro de muitas viagens e histórias. Ela abriu o livro branco, feito de searas pintadas a ouro, a brilhar no olhar dos amantes eternos, na paisagem sem fim, rumo ao sul. Ver mais

 

 

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POEMA. Com fundo musical, sinto assim:
https://www.youtube.com/watch?v=4hKQz-WeHpQ
*


AMAR, por PjCondePaulino
*
Ah!, deleito-me, nas estrelas do teu olhar...
Se é da cor, não sei
Mas sei, da bondade da alma.
Transportas poesia nas mãos
Paz, no sorriso que ofereces
Abraços, na doçura da palavra
Como se já fosse, e soubesses
Do planeta azul antes da Criação.
*
Ah!, deleito-me, nas estrelas do teu olhar
pela paciência infinita que te habita;
na persistência do amor...Além do mar...
*

*
*
In@ tempo de amar - PjCondePaulino-
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Foto: POEMA. Com fundo musical, sinto assim:
https://www.youtube.com/watch?v=4hKQz-WeHpQ
 *
 AMAR, por PjCondePaulino
 *
 Ah!, deleito-me, nas estrelas do teu olhar
 Se é da cor, não sei
 Mas sei, da bondade da alma.
 Transportas poesia nas mãos
 Paz, no sorriso que ofereces
 Abraços, na doçura da palavra
 Como se já fosse, e soubesses 
 Do planeta azul antes da Criação.
 *
 Ah!, deleito-me, nas estrelas do teu olhar
 pela paciência infinita que te habita;
 na persistência do amor...Além do mar...
 *
 *
 *
 In@ tempo de amar - PjCondePaulino-

terça-feira, 15 de julho de 2014

Sou eu e Tu. Sou Camões, Eça e Pessoa...


Depois da meia-noite em Paris:https://www.youtube.com/watch?v=4qD68QcPgOY
SOMOS CAMÕES, EÇA OU PESSOA..., por PjCondePaulino

Ontem passei em frente do Vaudeville e parei para ver Gustave Flaubert sentado numa cadeira na esplanada do café Americano em Paris .... Estava a sorrir, tomando um café com a personagem do seu livro, Madame Bovary. Notei neles um misto de prazer e de tristeza. Mas, esta noite, não quero tristezas. Calcorreei a Avenida do Bosque de Bolonha, e descubro entre o bulício da multidão o nosso amigo Jorge Duroy com o peito para fora, caminhando elegante, a sorrir; estendeu a mão para mim. Esta personagem tinha jantado num restaurante da Rua de Notre-Dame-de-Lorette; estava feliz. Fomos juntos, queríamos encontrar o seu criador, Guy de Maupassant lá para os lados dos Campos Elísios. Encontrámo-lo eufórico com o seu romance “ Bel-Ami” debaixo do braço. Gostei dele: objetivo, numa linguagem rigorosa com aquele realismo psicológico que me empolga.

Depois da meia-noite não há fronteiras. O tempo voa através dos anos e somos tudo e somos nada e somos o outro para voltarmos a ser nós. Hoje e aqui, na cidade luz, sinto em mim esta natureza humana, exaltada, calma, no requinte dos poetas. Depois da meia noite oiço liras de cordas metálicas. Declamando aos céus epitalâmios elegíacos.

Assim, já não tenho medo do aspeto rubicundo nem das alturas dos gigantes "golianos. Porque, afinal, em Paris ou em Lisboa, Sou sempre Eu e Tu . Sou Eça e sou Pessoa. Sou eu e és tu. Somos nós no abraço que nos une na fronteira do espaço infinito pintado de estrelas pelo supremo Pintor.

*
*
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*Foto: PjCondePaulino
Modelo fotográfico: Natanael Conde Paulino.
Local: Paris.
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sábado, 30 de março de 2013

Soneto: Olhar de Mil Cores




*Olhar de Mil Cores *

Senti o vento soprar no verso de uma folha
o frio não estava no vento, voava no olhar
é saudade: esfria na pele, queima e molha
é madrugada: o sol sem ti não quer voltar

Há nuvens em reboliço, vejo cores e noite
na estrela da manhã antecipo a esperança
e, na tua ausência, onde o amor vivo existe
desenho poemas plenos de musica e dança.

E chamo a vida, no canto da pequena ave
acordo o sol, grávido e feliz de esperança
na tua presença: onde o amor pleno existe

Há perfume de amor, na tela do teu andar
e desenho poemas, feitos de musica e dança
mil cores apaixonadas a dançar no teu olhar
.




PjCondePaulino

sábado, 8 de setembro de 2012

Tu, és tu...

______Poema:Baseado numa foto antiga. Campismo. Agosto/1980?

És Tu.

Sim, és tu:
Calção branco, camisola preta
chapéu de palha ágeis gestos.
Vento que sopra na mão, segura
tão fresca, elegante encanta
à sombra dos pinheiros
o verde dos teus olhos.

Tu, és tu:
Pinheiros verdes e os teus olhos.
Sombra fresca e a brisa ondulada
nas ondas dos teus cabelos.

Sim, és tu:
Na pele acesa, bronzeada, tão esterlina.
És perfume, como vaga-lume iluminando a noite
no dia do teu deleite.

Tu, és tu:
Contemplação, assim: és menina emoção
já mulher: andar seguro, namoras o futuro
a sorrir e sem cair, cais em mim. Sim?
Sim, és tu: tão menina tão mulher. Tu.




PjCondePaulino.
07/09/2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Aniversário do Natanael

Reg. 30/08/2012 – poema: natanael - aniversário 21
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Natanael/Dádiva


Anos: vinte e um, tempo eterno
fui pai, e sou, com a tua mãe
somos sempre tão jovens em ti
fui pai, e sou, com a tua mãe
renovo-me todos os dias em ti.


Nasceste tão pequeno:"sou gandi"
dizias - ainda tão novo, imberbe
único, tão nosso e ríamos, a rir.


Já tens vinte e um, cresceste; assim:
os meus anos são iguais aos teus.
nasci pai naquela manhã, e ri, sorri
disse - disse a toda a gente:" sou pai"
sorria a sorrir, no sorriso da tua mãe.




PjCondepaulino