CASTELO ONDE TE SONHO POESIA

CASTELO ONDE TE SONHO POESIA

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

MÃE, PAI...

...SÓ TE QUERO A TI...



...muito mais que dinheiro - Pai, é a ti que eu quero,Mãe, minha mãe...



A senhora da alta sociedade costumava desfilar, na sua carruagem de luxo, pelas ruas de São Francisco, sob os olhares de admiração e inveja.

Um dia, os jornais publicaram o falecimento de uma tia. Ela, obedecendo às convenções sociais, teve que permanecer em casa, durante uma semana.

Aborrecida por ter que ficar sete dias dentro do faustoso palácio, procurou falar com o marido, Governador do Estado onde viviam. O marido, lembrou-lhe que era uma excelente oportunidade para passar mais tempo brincando com o filho.

Ela gostou da ideia. Caminhou resoluta através da ala esquerda do palácio, que tinha sido preparada para o pequeno príncipe, o qual vivia rodeado por profissionais de diversas nacionalidades, com o propósito de lhe ensinarem os idiomas e costumes doutros povos.

Quando o pequeno Leland avistou a mãe, deu saltos de felicidade, perguntando-lhe porque estava ali, naquele dia e hora? - não era normal essa visita.

Ela contou-lhe o motivo e ele, feliz, quis saber quantas tias ainda restavam na família.

Leland estava ao piano tocando uma balada que aprendera com sua ama francesa.

A mãe, impressionada, escutava aquela musica que lhe pareceu algo melancólica.

Pediu ao filho que cantasse, ele cantou. Pediu para que a traduzisse e ele traduziu.

Era a história de um menino cuja mãe o levava todos os dias à praia, de onde ficavam a ver o pai desaparecer na linha do horizonte, no seu barco pesqueiro.

Diariamente a cena se repetia, até que um dia, o barco do pai não retornou.

A mãe conduziu o filho novamente à praia e pediu-lhe que ficasse esperando, pois ela iria buscar o marido.

Entrou, decidida no mar, com o filho à espera na praia, pelo pai e pela mãe. Nunca mais voltaram...”

A musica comoveu muito, a mãe do Leland, dizendo-lhe que era muito triste. Ele respondeu que cantava porque se identificava com o menino da praia.

A mãe não compreendeu qual a semelhança e argumentou com o filho:

Meu filho, tu tens tudo. Não te falta nada. Tens a mãe, sendo o pai herdeiro de um dos homens mais importantes deste Estado.

Leland respondeu com melancolia: Mas o pai “desapareceu há muitos anos... no mar dos negócios e nunca o posso ver.

A mãe seguiu-o e eu fiquei aqui à espera...um retorno que nunca acontece. Mãe, como podes perceber, a minha história é muito semelhante à do menino solitário na praia.

Daquele dia em diante, a mãe passou a conviver, verdadeiramente com o filho de onze anos a quem não conhecia e, conhecendo-o, por esse motivo, aprendeu a amá-lo verdadeiramente.

A convivência estreita com a mãe, trouxe a Leland um brilho novo no olhar. Por algum tempo desfrutaram da alegria do afecto mútuo, das experiências vividas, na companhia um do outro.

Fizeram uma longa viagem de navio e Leland adoeceu. A mãe fez tudo o que podia para lhe salvar a vida, mas foi tudo em vão.

O navio voltou, mas Leland não pode mais contemplar a mãe, nem a mãe, o olhar lindo do filho.

Todavia, naquele breve tempo de convívio, o menino ensinou à mãe valores muito mais importantes que as riquezas materiais.

Ela construiu orfanatos e outras obras de assistência social.

Leland não herdou a fortuna dos pais, mas a fortuna rendeu frutos até aos dias de hoje, junto da sociedade naquele Estado da América do Norte; entre as quais a Universidade Stanford.

* * *

Não há motivo algum que justifique o abandono dos filhos por parte dos pais – nem a maior fortuna do mundo – nem a carreira – nem a pobreza. Nada, nada justifica a ausência dos pais na vida dos seus filhos – isto é verdadeiro amor.



Não há filhos que aceitem, de boa vontade e em sã consciência, trocar o afecto dos pais por qualquer outro tesouro.

O maior tesouro “NÃO SÃO AS COISAS” são as pessoas que mais amamos...

Vale a pena pensar nisto!




quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

SÓ PARA TE VER SORRIR


Só Para Te Ver Sorrir

Só para te ver sorrir

só para te ver sorrir

só para te ver sorrir

Guardo a tua imagem na praia da memória

olhares de anjos na maldade doce, dos desejos

onde mora a vaidade da pertença, tão serena

plena de emoções, envolventes nos teus beijos.


O mar...no horizonte me seduz nesta viagem

és lírio na majestade, inocente na doçura

Jasmim do meu jardim, violeta fidelidade

na praia do amor , orquídea bela e pura.


Vamos... dá-me a mão, és tão bela...

gosto do teu cheiro, envolvente na areia

caminhando a sorrir... tão feliz

o barco ancorado convida-me a sentar

***... para te ver sorrir***.




Pj Conde Paulino / Só para te ver feliz

05/02/009

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

NO SORRISO DAS ESTRELAS



Na palma da minha mão os traços são caminhos meus, que se encontram nos dedos, entrelaçados, beijando os teus.

Quando fechei a mão, abri nos teus dedos, palpitante deleitado o coração, que bate no peito onde moras, abrindo janelas... no sorriso das estrelas.***


Pj Conde Paulino / no sorriso das estrêlas



quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Menino do Tempo - tic tac...tic

Tic tac, tic tac...Tic de Esperança



Tic tac, tic tac , tic tac, tic tac ... tic

os meus olhos balançando ao ritmo

do relógio de pêndulo, tão "certinho...


Inclino a cabeça para ver o menino

pequenino; deve estar lá, no relógio

tic tac, tic tac, tic tac, tic tac... Tic

a estalar a língua para me ouvir dizer:

que bonito menino as horas sabe dizer...


Mas a mim não me engana, na semana

aprendi, que afinal, relógio não é gente

mas a semente, do principio do tempo

onde, o Pai do tempo lhe mandou dizer

tic tac, tic tac, tic tac, tic tac... Tic


Quando eu era menino via como menino

agora, mais velho, quero ver o menino

a estalar a língua para me ouvir dizer

que bonito menino as horas sabe dizer...


Sei que o Pai do tempo lhe mandou dizer

tic tac, tic tac, tic tac, tic tac... Tic


O tempo não tem tempo para fazer

o que nós homens devemos dizer, viver

usando o amor a verdade em esperança

contando o tempo com fé e confiança...


No ritmo do coração de amor vou dizer

tic tac, tic tac, tic tac, tic tac... Tic

que bonito menino as horas já sei dizer

tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic..

...tic tac

Pj




sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Amor Eterno



“O verdadeiro amor é como a saúde perfeita;

o seu valor raramente é reconhecido

até que seja perdido.” (desconhecido)



Amor de ontem, hoje, amor eterno...


Pé ante pé, chegaste de mansinho

entraste,fiquei preso nesse sorriso

estrelas bailavam no olhar tão belo


Onde, no jardim da minha infância

sonhei a vida e a vida me concedeu

a suavidade, perfeita na fragrância

do amor excelso, celebrado no céu.


Ficaste, estou preso no teu sorriso

estrelas bailam sob o véu, tão belo

a dança do amor sonhado, no céu.


Amor de ontem, hoje, amor eterno...



Pj








terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Médicos? - "Só atrapalham..."




O caso "Esmeralda" continua, infelizmente, a chocar os portugueses em geral e a mim também.
Hoje estava a ler um artigo de opinião do jornal de notícias e o jornalista, João Miguel Tavares fez-me pensar, mais uma vez no "superior interesse da criança" seja lá o que isso for nesta caso particular.

Normalmente não trago para este espaço estes assuntos fracturantes, mas ás vezes vale a pena pensar um pouco. Qual a "qualidade" dos executantes da nossa "justiça"?- vejam o artigo, por favor.



"PARA QUÊ UM PSIQUIATRA QUANDO SE TEM UM JUIZ?



João Miguel Tavares
Jornalista - jmtavares@dn.pt

Esqueçam por um momento Baltazar e o sargento Luís Gomes, mais as razões que assistem a cada um. Todos sabemos que o caso Esmeralda é uma espécie de conflito israelo-palestiniano dos afectos: não há soluções fáceis e no fim todos acabarão por sofrer. Concentremo-nos, pois, na questão fundamental, que tendo em conta o já famoso "interesse superior da criança" só pode ser esta: como se encontra Esmeralda neste momento? Com quem deve ela ficar a bem do seu equilíbrio emocional? E ainda antes disso: quem tem competência para decidir sobre o estado psicológico de uma menina de seis anos?


Segundo o Tribunal de Torres Novas, a competência para decidir sobre o estado psicológico de Esmeralda recai na juíza Mariana Caetano. A juíza, para fundamentar a sua decisão de entrega definitiva ao pai biológico, explicou que Esmeralda está "bem, alegre e não evidencia qualquer sinal de ansiedade" na companhia de Baltazar. A juíza acrescentou que a menina está determinada a ser reconhecida pelo nome de Esmeralda (em vez de Ana Filipa, como é tratada pelo casal Gomes), adiantando que ela "já escreve o nome em desenhos que elabora e até pediu na escola que a tratassem por Esmeralda". Ora é isto que me assusta. Há uma juíza deste país que me quer fazer crer que uma criança de seis anos possa sentir como naturalíssima a mudança súbita de família e de nome próprio. E, já agora, até sentir um certo regozijo nisso.



É possível que tal aconteça? Se calhar até é. Duvido é que a senhora juíza tenha competência para o avaliar. Afinal, onde é que estão os médicos no meio de tudo isto? Até Maio de 2008 a criança estava a ser acompanhada pela equipa de pedopsiquiatras do Hospital de Coimbra, que se opôs à entrega rápida da menina, por poder pôr em causa o seu equilíbrio emocional. O pai biológico acusou a equipa de falta de isenção e Esmeralda passou a ser acompanhada no Hospital de Santarém.


A equipa deste hospital, por sua vez, referiu há apenas três semanas que existia "risco de aparecimento de sintomatologia depressiva", devido à "exacerbação da ameaça da perda das figuras que considera ser seus verdadeiros pais", e por a menina atribuir a Baltazar apenas "um papel lúdico".


Mas, na hora de decidir, nada disto foi tido em conta, certamente porque os senhores doutores estavam com dificuldade em perceber esta verdade básica: o superior interesse da criança(? -ou) e o superior interesse dos tribunais são um só.


A juíza escutou as técnicas de reinserção social e viu com os seus próprios olhos como a criança anda feliz com o pai biológico. Isso, pelos vistos, chegou. Os pedopsiquiatras bem podem protestar. Se o tribunal decidiu que Esmeralda deve ficar com Baltazar, então é evidente que Esmeralda quer muito ficar com Baltazar. Médicos? Só atrapalham".


Como diria o saudoso Fernando Pessa: - E esta en..?